SEMINÁRIO N. S. APARECIDA

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

CONSCIÊNCIA [ALMA]



Para Epicuro [341-270], nossa consciência [alma] após a morte do corpo físico deixa de existir, para chegar a esta ideia, ele assumiu que o Universo inteiro consiste em átomos ou espaços vazios, seguindo Demócrito e Leucipo, ambos filósofos atomistas, pois bem, como a alma opera com o corpo é sinal de que ela também tem átomos e estes átomos da alma são distribuídos ao redor do corpo, todavia, são frágeis e se dissolvem quando morremos.
No campo da especulação aceito Epicuro até certo ponto, só não concordo com a fragilidade dos átomos da alma [consciência], para mim eles não se dissolvem, pelo contrário, se aglutinam, a consciência [que os religiosos chamam de alma] não morre, ela fica completamente vazia, porque as informações que existiam ficaram nas sinapses do cérebro apodrecendo no túmulo, pois bem, esta aglutinação de átomos [alma] precisa então urgentemente de outro corpo para se realizar plenamente e, deste modo, elas naturalmente aderem a superfície de um novo corpo [não entender isso como reencarnação], e assim, uma nova vida começa, neste novo corpo ela vai aos poucos adquirindo conteúdos até chegar à lucidez, e assim, este processo vai sempre se repetir, digamos, eternamente. Por enquanto vamos ficando por aqui.

Anibal Werneck de Freitas.

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