DUAS LUAS (Anibal
Werneck de Freitas) Sempre me pergunto / Onde me encontro / E eu fico tonto, /
E eu fico tonto / - São as Duas Luas, / - São as Duas Luas. / Sempre me perco /
Em tal situação. / E eu fico down, / E eu fico down. / - São as Duas Luas, / -
São as Duas Luas. / Duas Luas, Duas Luas, / Uma se mostra, / A outra se
esconde. / Uma dá a sua banda / Enquanto que a outra se debanda. / Duas Luas,
Duas Luas, / Suas duas, suas duas / Faces que arrebentam, / Bandas que
acorrentam / O outro lado do meu pecado, / São as Duas Luas, Duas Luas... / São
as Duas Luas, Duas Luas... / São as Duas Luas, Duas Luas...
Já no ‘E eu fico tonto / Sempre me perco’, temos a tontura e a desorientação no peso de viver no vazio da dúvida, longe das certezas absolutas oferecidas pelas religiões dogmáticas.
Dando prosseguimento, nos versos, ‘Uma se mostra / A outra se esconde’ temos a representação do limite do conhecimento humano. A Lua que se mostra é o mundo empírico, a ciência, o tangível, enquanto que a Lua que se esconde é o desconhecido, o metafísico, o pós-morte, aquilo que a mente humana não consegue decifrar,
culminando assim nas frases, ‘Uma dá a sua banda / Enquanto que a outra se debanda’, mostrando, também, a instabilidade do real, porque a verdade não é fixa, quando acreditamos capturar uma parte dela, a outra metade escapa, resumindo assim em ‘O outro lado do meu pecado’,
as falhas, os desejos ocultos e as ambiguidades da própria psicologia humana, concluindo assim, nos termos, ‘Faces que arrebentam / Bandas que acorrentam’, apontando a moralidade e a existência que não são guiadas por um Deus punitivo, mas por forças opostas do próprio ego que aprisionam e fragmentam o indivíduo levando-o ao ‘fico down’ , ou seja, ficar pra baixo.
Anibal em parceria com a IA.
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