SEMINÁRIO N. S. APARECIDA

terça-feira, 1 de abril de 2014

EXISTENCIALISMO ATEU


O existencialismo ateu é um tipo de existencialismo que difere forte e claramente das obras existencialistas cristãs de Kierkegaard, desarrolhando-se no contexto de um ponto de vista ateu.
A filosofia de Kierkegaard alicerçou a fundação teórica do existencialismo do século XIX. O existencialismo ateu começa a ser reconhecido através da publicação, em 1943, de O SER E O NADA
de Jean-Paul Sartre, explicitamente depois menciona a ele em seu, O existencialismo é um humanismo de 1946. Sartre havia escrito previamente sobre o espírito do existencialismo ateu [como por exemplo, em A náusea (1938) e as histórias curtas de sua coleção de 1939, O muro).
Albert Camus com O mito de Sísifo  e Simone de Beauvoir (mulher de Sartre) escreveram, também, sob uma perspectiva existencialista ateia igualmente.
Princípios: O termo tem referência à exclusão de qualquer crença transcendental, metafísica ou religiosa através de um pensamento filosófico existencialista. O existencialismo ateu não pode nunca compartilhar elementos [como por exemplo: a angústia ou a rebelião à luz da finitude humana e às limitações) com o existencialismo religioso e nem outros existencialismos metafísicos [como por exemplo: a Fenomenologia e os trabalhos de Heidegger].
O existencialismo ateu confronta a ansiedade com a morte [Teoria da Gestão do Terror] sem apelar para a esperança de alguém ser salvo por Deus [nem outras salvações metafísicas como a reencarnação]. Para alguns pensadores, o mal-estar existencial é sobretudo teórico (como o é com Jean-Paul Sartre), entretanto para outros filósofos se veem muito afetados pela angústia existencial [exemplo dela é Albert Camus e sua discussão do absurdo). 
Segundo Sartre, a existência antecede a essência, o que significa que, primeiramente existe o ser humano [exemplo: aparece em cena] e só depois se define como tal.
Se o homem tal como o existencialismo o concebe, é indefinido, porque a princípio não é nada. Só depois será algo, e por ele mesmo se fará. Não existe natureza humana, já que não existe um deus que a conceba. O homem não só concebe a si mesmo, como também, é o que dá impulso à sua existência [o homem está condenado à sua liberdade de escolha].

*Este texto foi traduzido por mim da fonte em espanhol:

Existencialismo ateo - Wikipedia, la enciclopedia libre.


anibal werneck de freitas.

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