quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

JAMAIS ENTENDEREMOS A VONTADE

Quando digo que sou ateu, está no fato de que não acredito no Deus das religiões, acredito sim, numa Vontade que deu origem ao mundo que aí está. Porque este mundo não surgiu do nada, algo aconteceu para a sua existência, algo muito maior, uma Vontade, que segundo Schopenhauer, tem o mundo como sua representação. 
Pois bem, o que estou querendo dizer aqui é que respeito tudo aquilo que o Homem tirou e tira da sua imaginação, e, por isso mesmo, curto tudo aquilo que cai em minhas mãos, este é o lado bom de não ser religioso, sou livre e saio ganhando muito mais porque curto a Bíblia, o Bhagavad-Gitã, o Evangelho de Buda, o Espiritismo de Kardek, os Orixás, os livros: Deus É Um Delírio, Deus Não É Grande, Tratado de Ateologia, enfim, faço desta miscelânea uma maneira de ver como é fértil a imaginação do espírito humano, tudo sai da cabeça do homem, até o Deus das religiões, é bom lembrar que esta "vontade" não é Deus. A música, segundo Schopenhauer é a arte que mais se aproxima desta Vontade, ela [a música] só tem o som, que é invisível, como matéria e, através dele, o homem expressa o seu estado de alegria e de tristeza, porque a Vontade não se manifesta como ela é, está sempre por trás das suas representações, acredito que nem tem como.
O meu ateísmo se baseia nesta Vontade que não me interessa saber como ela é, suas representações me bastam, ou seja, a Natureza e o Homem, e, também, tudo aquilo que sai da nossa imaginação. 
Para Schopenhauer, a Vontade representa uma energia pura que não tem direção ativa e mesmo assim é responsável por tudo o que se manifesta no mundo fenomênico.

anibal werneck de freitas.   

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