sábado, 26 de julho de 2014

VIDA APÓS A MORTE, UM ENGODO



Nós somos enquanto existimos, não existíamos antes do nosso nascimento e voltaremos a não existir depois da nossa morte, vivemos entre dois silêncios sepulcrais, sempre o antes e o depois no mesmo patamar, ou seja, o nada. Pode parecer terrível pensar desta maneira, mas não é não, digo isso porque o durante não é nenhum mar de rosas, quando digo, durante, me refiro ao tempo em que estamos vivendo, por isso devemos aproveitá-lo ao máximo, porque não teremos outra oportunidade, e, se você me perguntar, E quanto aos que nascem com uma doença grave, aos inválidos, aos que sofrem dores terríveis, morrerão neste padecimento? Eu digo que sim, porque a vida já é uma fatalidade por melhor que seja, ninguém está impune, ela é o resultado de um triste acaso da natureza e, quanto mais evoluída seja esta vida, mais tribulações ela terá, é o preço do conhecimento, neste ponto a Bíblia tem a sua razão, Deus não queria que o homem comesse o fruto da árvore proibida, porque ele sabia que o sofrimento surgiria através do saber, pois a inocência emana felicidade, quem escreveu esta página do Gêneses foi muito inteligente. O caso de Adão e Eva sendo expulsos do Paraíso é uma metáfora, daí a razão das religiões existirem para suavizar esta vida que elas mesmo denominam de, Vale de Lágrimas, se comportando como entidades que trazem conforto através da promessa de uma vida melhor depois desta, todavia, sabemos que isso é um engodo, não existe vida após à morte, nós apenas deixamos de existir, podemos considerar um descanso eterno e pronto. Em compensação, deixaremos de sofrer e não existe coisa melhor que isso.

anibal werneck de freitas.

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