sexta-feira, 7 de agosto de 2015

BATENDO O MARTELO


Apesar de ter escrito alguns artigos questionando e tentando mudar minha maneira de pensar frente ao ateísmo, eu confesso no âmago das minhas convicções de que ele continua cada vez mais forte, não existe nada além desta vida, o universo é infinito e único, é como dizia a poeta, Cecília Meirelles, Eu canto porque o instante existe, É isso aí, quando penso desta forma sinto uma paz interior, não me sinto bem, forçando a barra, nada contra as religiões, o problema é que pra mim basta o mundo em que vivo, se estou aqui foi por pura sorte, as coisas acontecem inevitavelmente, nada é proposital, a realidade é o momento em que estamos vivendo, por isso devemos aproveitá-lo ao máximo, ele é um só, a própria Bíblia nos mostra a finitude quando diz em Gênesis (19,3), Tu és pó e ao pó da terra retornarás, não existe nenhuma dúvida nesta questão, estou batendo o martelo, basta olharmos para o mundo em que vivemos e chegar à conclusão de que ele está muito longe da perfeição de um Deus, todos nós estamos preocupados em salvar a nossa própria pele, nossas casas cheias de grades parecem verdadeiras prisões, não estamos seguros nas ruas, os poderosos querem perpetuar o poder político e econômico em suas mãos, não dá pra sentir Deus neste meio em que vivemos, os negros continuam sendo as maiores vítimas da violência policial, não consigo compreender as pessoas privilegiadas que fazem de tudo para fugir da mazela alheia, pra mim são como verdadeiros monstros, tenho nojo desta gente, por isso não acredito em nada além do que vejo e sinto.

anibal werneck de freitas.

A SOLIDÃO DO ATEÍSMO


A partir do século XVI, entrando pelo XVIII e culminando no XIX, o ateísmo era muito forte, até entre muitos membros da Igreja, ele era bem disseminado, muitos não ousavam descortiná-lo, mas o cultivavam intensamente, o mundo parecia que ia dar uma guinada e o ateísmo sairia triunfante no século XX, todavia, por incrível que pareça, ele acabou se encolhendo, e, hoje, vemos uma meia dúzia resistindo ao avanço da religião de forma vertiginosa, talvez, seja pelo fato do ateísmo oferecer só solidão e desesperança por  um mundo melhor, tornando-nos seres insignificantes, sem uma alma que nos torna dignos da eternidade, o fato de não aceitarmos a morte nos mostra que fomos criados para sobrepujá-la, afinal, somos seres inteligentes que passam por uma prova dura e difícil, a qual chamamos de vida, para atingirmos por merecimento uma existência acima desta que vivemos no momento, sendo assim, eu acho que a coisa é por aí, este universo não surgiu por acaso, temos que acreditar em alguma coisa além das nossas fronteiras.

anibal werneck de freitas.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

PESSOAS GENEROSAS


Somos na grande maioria, individualistas, invejosos, mesquinhos, ruins, preconceituosos, mas quando nos damos pela frente com pessoas generosas, que só se preocupam em ajudar o próximo, ficamos bestificados e nesta hora sentimos que aí tem algo de sublime, que está acima de nós, no meu caso, se eu fosse religioso, diria a presença de Deus nesta questão, porque realmente isto me incomoda muito e ao mesmo tempo me deixa até esperançoso, com uma sensação de que não estamos sozinhos, confesso que torço por esta verdade, embora eu a continue refutando, o que fazer, sou um livre-pensador, minha opção filosófica é maior, no entanto, eu respeito as religiões e vejo nelas um porto seguro para os que creem, quanta gente saiu da sarjeta por causa delas, pois é, voltando ao assunto do início, quando  eu vejo pessoas boas que fazem as coisas sem querer nada em troca, eu fico realmente bolado, dando-me uma vontade louca de afirmar, Deus existe.

anibal werneck de freitas.

domingo, 2 de agosto de 2015

SOU O QUE SEMPRE FUI


Segundo George Minois, autor de História do Ateísmo, A rigor, o único ateísmo lógico e coerente é o ateísmo silencioso: não há nada que se possa dizer sobre o nada, Eis aí a razão pela qual eu de vez em quando pareço-me entrar em contradição, por isso creio que muita gente no seu silêncio é mais do que eu, porque não sei ficar calado, sendo assim, corro o perigo de queimar a minha imagem por querer reprovar com palavras a existência do nada, ou seja, o que a razão não nos diz.
Não pretendo agradar ninguém, mas às vezes, sou obrigado a amenizar a situação, cedendo um pouco dentro do meu ceticismo que já me mostrou a reação contrária das pessoas, porque vivemos num século ultra-religioso, pois bem, digo isso para explicar que o meu Deus não é o religioso, ele é mais um mistério, por isso eu me considero um ateu, pois é, estou dizendo isso para explicar minhas afirmações anteriores, o meu Deus é apenas uma companhia para preencher a solidão provocada pelo ateísmo.

anibal werneck de freitas.

O ALTÍSSIMO


O universo não tem limite e está se expandindo de maneira assustadora, creio que isso levará a um colapso do tempo, pois é, pensando assim, eu pergunto, onde posso colocar Deus, se o criador é um ser único, apartado do mundo, onde está o seu limite, se este não existe na infinitude universal, como explicar tal situação, neste âmbito, o conceito do Deus religioso não se encaixa, a não ser que o universo seja o próprio e, neste caso, somos deuses também, apesar de não apresentarmos nenhuma característica divina, comprovando, então, que o mundo sempre existiu, um mistério mais provável pela nossa racionalidade, confesso que aí tenho um prato cheio de dúvidas em relação ao Altíssimo.
anibal werneck de freitas.

OS CALHAMAÇOS NÃO SÃO LIVROS, SÃO CASTIGOS.