segunda-feira, 25 de maio de 2015

NUMÊNICO E FENOMÊNICO


Acredito muito no poder de preservação da Natureza, quando um corpo morre ela se encarrega rapidamente de substituí-lo por um bem novinho, pois bem, assim também ela age na mente, migrando-a para este novo corpo e, deste modo, somos eternos enquanto existimos, a bem da verdade, nada se perde na natureza, porque ela está sempre se renovando. Segundo o filósofo alemão Schopenhauer, o mundo está dividido em duas partes, a numênica [vontade] e a fenomênica [sentidos], nenhum de nós já experimentou a primeira porque ela é em si, já a segunda, estamos sempre experimentando-a, eis a razão pela qual cada um de nós tem uma visão limitada do mundo, agora, tando a numênica quanto a fenomênica, ambas pertencem ao mundo material, a diferença está no fato de que a primeira é constante e a segunda é inconstante, ou seja, está sempre se renovando.
Para se chegar a este resultado, Schopenhauer se baseou seus estudos no Hinduísmo, focalizando praticamente o Budismo, que acredita na migração de mentes como uma forma de premiar os bons e castigar os maus, levando-se em conta a salvação de todos através de inúmeras chances.
O Nirvana, por exemplo, nos mostra o grande prêmio para os Iluminados que não precisarão se reencarnar mais, findando assim sua existência terrena numa tacada só, provando a finitude completa do ser. Uma prova de que a mente também tem átomos, acontece que outras mentes vão se formando, mostrando que a matéria sempre existiu independente de qualquer inteligência superior, além da inércia, ela é responsável pelo movimento.
A vontade de levantar o meu braço [numênica], já com o braço levantado [fenomênica], a segunda não acontece sem a primeira. É uma ideia ateísta que nos explica melhor este universo complexo.

anibal werneck de freitas

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