SEMINÁRIO N. S. APARECIDA

quinta-feira, 21 de março de 2013

BHAGAVAD-GITÃ (1)






Segundo o Bhagavad-Gitã, ao Senhor (Deus), é dado o poder de criar, do nada, qualquer coisa e, nós, que somos suas criaturas não temos o poder de tirar ou construir qualquer coisa, a partir do nada, porque somos inferiores a ele [o Senhor] e dele dependemos o tempo todo para existir.  Krsna, [o Senhor] é transcendente e é totalmente perfeito, o mesmo não acontece com as suas criaturas, no caso o ser humano que é cheio de imperfeições, mas pode transcender e aí vem o meu questionamento, a transcendência significa: ser superior, sendo assim, podemos nos igualar a Krsna e, deste modo, pergunto, por que não podemos fazer as coisa do nada?, é incoerente.
Outra coisa que me deixou um pé lá e outro cá, foi a seguinte citação, também, no Bhagavad-Gitã, O pecado cairá sobre nós se matarmos tais agressores:
1)    Aquele que dá veneno,
2)    Aquele que incendeia a casa,
3)    Aquele que ataca com armas mortais
4)    Aquele que rouba as riquezas,
5)    Aquele que se ocupa das terras de outrem,
6)    Aquele que rapta sua esposa.
A razão deste procedimento inumano [segundo Nietzsche], está no fato de que as pessoas piedosas sempre perdoam seus algozes e quem está com Krsna não vive de ilusão.
Particularmente, acho o Bhagavad-Gitã um livro cheio de ensinamentos milenares de grande importância, todavia, à boca pequena, muita coisa nele está ultrapassada, basta citar que o livro é totalmente machista, a mulher está sempre em segundo plano. Eu não sei no âmago o que Aldous Huxley [o autor do famoso, Admirável Mundo Novo] quis dizer ao citar o Gitã como, uma filosofia perene, acho que houve um exagero aí.
Pois bem, o Bhagavad-Gitã se resume praticamente num campo de batalha, onde Arjuna [o homem] debate com Krsna [o Senhor] se deve ou não atacar o inimigo, que na verdade são irmãos perante o Criador [Krsna].  Conhecido, também, pelo nome de, Guitopanisad, o livro sagrado hindu, é a essência do conhecimento Védico, nele, Krsna é o orador todo poderoso que dita suas ordens como verdades incontestáveis. Na verdade, o Bhagavad-Gitã Como Ele É, deve ser seguido como uma bula de remédio, ou seja, não pode sofrer interpretação. É aí que pergunto, onde fica a nossa liberdade de pensar?, é o mal de todo livro que se coloca na categoria de sagrado, a palavra de Deus não pode ser contrariada e isso torna-se contraditório, já que Deus (segundo os crentes) deu ao homem o livre arbítrio.

Anibal Werneck de Freitas. 

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