SEMINÁRIO N. S. APARECIDA

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O DEUS DE SPINOZA



Devo admitir que a cada dia que passa, eu quase me convenço de que existe um Deus, uma substância indivisível e infinita que é causa de si mesma e, consequentemente, causa de tudo o que existe no mundo, quando eu falo deste Deus, não estou me referindo ao judaico-cristão, o Deus transcendente, o Deus ao qual eu me refiro é o imanente de Spinoza, somos, também, sua substância infinita, aparentemente somos finitos, limitados num corpo, acontece, que isso faz parte dum processo natural baseado na troca de corpos, seguindo a ordem natural das coisas porque tudo muda, a água do rio que passa nunca é a mesma, não somos Deus, mas fazemos parte da sua natureza eterna, já o Deus bíblico é corpóreo, portanto, contraditório, o que é infinito não pode ter um corpo, porque o corpo se sujeita ao limite. Se Deus é causa de si mesmo, matematicamente, podemos dizer que ele partiu do ponto A, bifurcando-se em duas retas, B e C, num sentido angular, se dirigindo ao infinito, ou seja, cada reta se distanciando infinitamente uma da outra, neste caso Deus não teve princípio porque foi sempre causa de si mesmo, a proposta angular é apenas uma maneira de o entendermos racionalmente. Deste modo, podemos dizer que ele não é um Deus pessoal, é uma existência infinita, eterna e nós somos consequências dele carregando atributos de sua natureza divina como a inteligência e o livre arbítrio, tanto assim que ele não cobra nada da gente, somos livres até para fazer o mal, mas sempre com inúmeras chances de nos redimirmos, pagando pelo o que fizemos de ruim.
Concluindo, nós estamos em Deus e não existe nada fora dele, não tem como, porque ele é infinito e, tanto assim, que o mundo espiritual é como o material, ambos são da mesma natureza, ou seja, da natureza divina, daí a razão de não aceitarmos a morte, porque, na verdade, não morremos, somos eternos, a morte é como mudar de roupa, a Natureza é única, é Deus, uma substância indivisível, é o que podemos chamar de Monismo Neutro, segundo Baruch Spinoza, o único homem que provou a existência de Deus através da experiência científica, porque o Deus das sagradas escrituras é pura invenção do homem.
Em tempo, devo deixar bem claro que discordo de Spinoza quando olho pra este mundo vendo as barbaridades contidas nele, decididamente digo que não tem como Deus existir e, depois, o que não é matéria não tem como existir dentro do que é racional.

Aníbal Werneck de Freitas.

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